Central de Ajuda
Como o MeteoroRS 🇧🇷 funciona por dentro — cada módulo, cada fonte de dado real, e como interpretar o que a tela mostra.
Visão Geral
O que é o MeteoroRS 🇧🇷 e como ele é montado
O MeteoroRS 🇧🇷 é uma plataforma de monitoramento climático regional focada em Getúlio Vargas/RS e cidades vizinhas (Erechim, Tapejara, Sertão, Charrua, Água Santa). Ele cruza dados reais de 6 fontes públicas diferentes — nenhum número na tela é simulado ou decorativo.
Arquitetura: backend em FastAPI (Python) com um módulo independente por domínio, frontend em Next.js consumindo a API. Todos os módulos seguem o mesmo princípio de degradação graciosa: se uma fonte externa cai, o sistema mostra isso explicitamente em vez de travar ou inventar dado.
- ▸Clima — sinaleira de microrrajada + previsão de curto prazo
- ▸Oceano — temperatura do Pacífico (proxy El Niño/La Niña)
- ▸Radar — mapa tático com contornos de tempestade + nowcast
- ▸Incêndio — focos detectados por satélite
- ▸Hidrologia — nível de rio em tempo real
- ▸Central de Alertas — cruza os 5 módulos acima num feed só
Central de Alertas
/alertas — o resumo de tudo, num só lugar
Agrega o sinal de risco de cada módulo (Clima, Incêndio, Hidrologia, Radar) e mostra numa lista só, ordenada por severidade. Usa o vocabulário do CAP (Common Alerting Protocol) — o mesmo padrão real usado por sistemas oficiais como INMET, NWS e MeteoAlarm — mas em português e gerado pelo próprio sistema, sem depender de nenhuma fonte externa.
- ▸Severidade: MENOR / MODERADA / SEVERA
- ▸Urgência: IMEDIATA (agir agora) ou PREVISTA (acompanhar)
- ▸Certeza: OBSERVADO (dado medido) ou PROVÁVEL (extrapolação)
Filtro regional: Incêndio e Radar naturalmente cobrem uma área grande (o RS inteiro, no caso do satélite de incêndio), mas a Central de Alertas só considera um evento relevante se estiver a até 60km de Getúlio Vargas — um foco de incêndio ou célula de tempestade do outro lado do estado não vira alerta aqui.
Clima
/clima — sinaleira de microrrajada + previsão
Sinaleira é um score de 0 a 100 calculado a partir de 3 sinais da estação de Getúlio Vargas:
- ▸Queda de pressão ≥1,5 hPa nas últimas 3h → +40 pontos
- ▸Umidade relativa ≥80% → +30 pontos
- ▸Temperatura acima de 30°C → +20 pontos
Score final: abaixo de 40 é SEGURO, 40–69 é ATENÇÃO, 70+ é ALERTA.
A Previsão de Curto Prazo projeta a pressão em +1h/+3h/+6h por regressão linear (mínimos quadrados) sobre as últimas 24h — estatística simples e explicável, não machine learning. Vem com um índice de confiança (0-100%) que combina quantidade de dado disponível, qualidade do ajuste (R²) e recência da última leitura. No horizonte de 1h, ela cruza com o nowcast do Radar: se os dois concordarem, a confiança sobe e aparece "confirmado por radar".
Fonte: estação física em Getúlio Vargas quando disponível, senão Open-Meteo (mesmas coordenadas) como respaldo automático — mais estações históricas reais da NCEI/NOAA na região, e a malha dos 7 polos regionais do RS.
Oceano
/oceano — o "termômetro" do Pacífico que afeta o Sul do Brasil
Monitora a boia NOAA 51004, ancorada ao sul do Havaí — não é perto do Brasil, é um proxy: quando o Pacífico esquenta (El Niño), o bloqueio de calor formado empurra chuvas fortes pro Sul do Brasil; quando esfria (La Niña), as frentes frias passam rápido e causam seca.
- ▸Série histórica + tendência de 30 dias da temperatura da água
- ▸Mapa térmico do Pacífico calibrado pelo viés satélite-boia (requer dependências opcionais no servidor)
- ▸ERSST v6 — baseline climatológico mensal da região Niño 3.4, dados desde 1850
Fonte redundante: se a NOAA cair, o sistema busca automaticamente uma leitura atual via Open-Meteo Marine — aparece um aviso amarelo na tela avisando que está usando a fonte de respaldo.
Radar
/radar — o painel tático, mapa em tela cheia
Combina 3 fontes de radar/satélite: mosaico de tiles do RainViewer com contorno automático de tempestade severa (visão computacional identificando tons vermelho/roxo no espectro de cor), satélite GOES-19 (sincronização de horário via AWS), e vento real (grade Open-Meteo) animado como partículas.
- ▸Camadas (ícones à esquerda): Tático (nosso processamento), Satélite INPE, Radar EPAGRI
- ▸Barra inferior: player de frames capturados, com aviso "TRACKING: PERIGO" quando um contorno severo é detectado
- ▸Previsão Imediata (nowcast): extrapola a posição da célula de tempestade em +15/+30/+45/+60min
O nowcast usa fluxo óptico (OpenCV, técnica clássica de visão computacional) sobre os últimos frames capturados — estima a direção/velocidade de deslocamento e projeta pra frente. Não é um modelo de IA generativa; modelos globais de IA meteorológica (GraphCast, Pangu-Weather, etc.) foram avaliados e são inviáveis sem GPU dedicada — essa é a alternativa real e funcional, avisada como tal na própria tela (só vale pra curtíssimo prazo).
Incêndio
/incendio — focos detectados por satélite (NASA FIRMS)
Usa o sensor VIIRS a bordo do satélite Suomi NPP (NASA/NOAA), quase em tempo real, filtrado pra região do RS. Cada detecção é um pixel com temperatura anômala compatível com fogo ativo — mostra coordenadas, confiança (baixa/nominal/alta) e FRP (potência radiativa do fogo, em MW).
Exige uma chave gratuita (MAP_KEY), configurável pelo painel Admin — sem ela, o módulo aparece desativado com uma explicação clara em vez de erro genérico.
Hidrologia
/hidrologia — nível de rio em tempo real
Telemetria horária da ANA (Agência Nacional de Águas) — estação no Rio Inhupaá, em Sertão-RS (cidade vizinha de Getúlio Vargas), a mais próxima com dado telemétrico real confirmado ativo no inventário nacional. Mostra nível (cm) e vazão (m³/s).
A Central de Alertas usa a taxa de subida (não o nível absoluto, que varia por rio) pra decidir se vira alerta: 3cm/h ou mais é MODERADA, 6cm/h ou mais é SEVERA.
Painel Administrativo
/admin — configuração e usuários, sem tocar em código
Acesso restrito a usuários com papel admin. Duas abas:
- ▸Configurações de APIs: toda URL/chave externa (Open-Meteo, NOAA, FIRMS, etc.) é editável ali, com um guia passo a passo por campo — mudanças aplicam na hora, sem reiniciar o servidor
- ▸Usuários: gerenciar papel (viewer/operator/admin) e status ativo/inativo de cada conta
Mapa Nacional e Ferramentas
Camadas, polígonos de alerta e previsão por clique
O mapa do Radar virou um visualizador nacional (padrão weather.gov): alertas aparecem como polígonos coloridos por tipo de perigo (clique para ler), com camadas de raios, 741 estações de rio da ANA coloridas pelo status de cheia (verde estável / âmbar / vermelho), 672 estações do INMET, qualidade do ar (AQI), vento continental em partículas e os 5.570 municípios do IBGE (carregados por estado conforme você navega). Bases: tático escuro, claro, satélite Esri e topográfico. Produtos de satélite pesados são exclusivos entre si — ligar um desliga o outro, para o mapa nunca ficar sufocado.
Ferramentas: 📏 mede distâncias (cliques traçam a rota); clique em qualquer ponto do continente para ver as condições atuais dali (temperatura, vento, chuva — o "point forecast"); chips IR/IR+/WV/3.9µ trocam a banda do GOES-19 e 🔁 anima o satélite no tempo. Na página de Clima, os "Mapas de Previsão — Amanhã" mostram a carta do dia seguinte (máxima e chuva).
Agro — Solo, Água e Geada
Umidade do solo, evapotranspiração e risco de geada (7 dias)
A página /agro mostra a umidade do solo em duas profundidades (superfície 0-1cm e zona de raiz 3-27cm, em m³/m³ — abaixo de 0,15 é seco, acima de 0,35 é saturado), a evapotranspiração de referência ET₀ (FAO-56 — a água que a atmosfera "puxa" da cultura por dia; ET₀ alta sem chuva pede irrigação) e o risco de geada dia a dia. O limiar de geada é mínima ≤ 3°C em abrigo, porque na relva a temperatura fica 2-4°C abaixo da prevista. Quando há geada prevista para AMANHÃ, a Central de Alertas emite aviso automático (moderado acima de 0°C, severo abaixo) — tempo hábil para proteger culturas e animais. Fonte: Open-Meteo (previsão de modelo numérico, certeza "provável").
Raios (⚡): o sensor GLM do satélite GOES-19 detecta descargas elétricas do espaço. Raios a até 60km aparecem como alerta OBSERVADO/IMEDIATO na Central (5+ em 5min = severo) e como círculos âmbar no mapa do Radar (camada "Raios GLM"). O rótulo da camada informa o frescor do dado — se o arquivo público da NOAA estiver atrasado, o sistema avisa e NÃO dispara alarme com dado velho.
Boletim Meteorológico
Relatório consolidado imprimível (PDF)
A página /boletim consolida o retrato do momento de todos os módulos — alertas, sinaleira, índices de tempo severo, previsão, agro, rio, oceano e focos — num documento único com data/hora de emissão. O botão 🖨 Imprimir / Salvar PDF usa a impressão do navegador: escolha "Salvar como PDF" no diálogo e o boletim vira um arquivo pronto para enviar a prefeituras, Defesa Civil ou produtores. A barra lateral some automaticamente na impressão e as seções saem em estilo de papel (fundo branco). Previsões são de modelo numérico — confirme com os avisos oficiais do INMET/Defesa Civil antes de decisões críticas.
Perguntas Frequentes
Dúvidas comuns sobre como interpretar o sistema
▶Por que às vezes um módulo mostra "indisponível"?
Todas as fontes são serviços públicos externos (NOAA, ANA, NASA, etc.) fora do nosso controle — quando um deles está fora do ar, o sistema mostra isso claramente em vez de esconder o problema ou inventar um número. Alguns módulos (Oceano) têm uma fonte redundante automática pra esses casos.
▶Os dados são realmente ao vivo ou é uma demonstração?
São reais. Cada módulo busca de uma API pública de verdade (NOAA, ANA, NASA FIRMS, RainViewer, Open-Meteo) — nada é gerado aleatoriamente. Onde a estimativa entra (como a previsão de pressão), isso é dito explicitamente como estatística, não como certeza.
▶Dá pra instalar o sistema como um app?
Sim — é um PWA (Progressive Web App). No Chrome/Edge, procure o ícone de instalação na barra de endereço; no celular, use "Adicionar à tela inicial" no menu do navegador.
▶Por que o nowcast do radar só vai até 60 minutos?
Extrapolação por fluxo óptico assume que a célula de tempestade mantém direção/velocidade constante — além de ~1h essa suposição fica pouco confiável (tempestades mudam de forma/intensidade). Modelos que preveem prazos maiores (dias) exigem redes neurais treinadas em GPU, avaliadas e descartadas por inviabilidade neste ambiente.
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